sábado, janeiro 27, 2018

Ser mulher

Nenhum homem, nenhum bicho, nenhuma criança
Sabe ou vai saber
A dor e a delícia de ser uma mulher
Nenhum deles experimentará
O sentimento pulverizante e nada ortodoxo de flagrar-se feminino,
Sintomas de tristeza incompreensíveis, sem razão
Quando a mulher quer, ela faz de um tudo
Quando a mulher não sabe, ela simplesmente sabe
Quando a mulher não quer, ela simplesmente não quer
Não há porquês, não há razão, não há nada no mundo que fará mudar isso
Amanhã é outro dia, e ela vai sentir outras coisas.
Quando a mulher sente, não há explicação científica no mundo que comprove o contrário
Quando a mulher fere, ela não se abala
Quando a mulher sangra, o universo todo estremece
Um grito interno interfere no silêncio da natureza
Um ser místico que vê a magia com naturalidade
Porque sua sensibilidade é inexplicável
A mulher mesmo não entende
Mas aceita seu eu mulher
Em toda sua complexidade

Quando a vida, enfim, muda

O final feliz é tão sagrado quanto os recomeços
Até porque ele não deixa de ser um
E foi isso que eu aprendi até aqui.

Descobrir São Paulo lentamente, 
Porque levar-se-ão anos para descobrir uma que é das maiores cidades do mundo.
Descobrir o amor continuamente
Encarar os desafios de um dia a dia
De uma rotina, de uma convivência
Descobrir os próprios defeitos com mais ênfase
Descobrir-se no outro, como um espelho
Descobrir os entremeios da felicidade
Tudo o que ela esconde, tudo o que ela oferta
Descobrir novos anseios
E então descobrir-se de uma maneira única, 
Extremamente humana,
Extremamente inexata.

Sintomas da vida real.