domingo, março 26, 2017

dos amores que não se morre


escuto wagner, com sua morte de amor de tristan e isolde
lembro a quem amei
vejo sua foto mais bonita
e nada dói
absolutamente.


contemplo o amor que ainda resiste
mas agora não vacila.


não morremos de amor.
amamos muito
amamos a quem não nos ama
amamos muitos.


e eu hei de ver a quem amo hoje
talvez não na sua foto mais bonita
mas a mais bonita que tenho
e terei o mais inexplicável de prazer
de contemplá-lo
numa recordação de amor indelével
sem sentir mais nenhuma agonia.

sexta-feira, março 17, 2017

2017

No começo, 2017 não tinha dito a que veio.
De repente eu descobri.

2017
O ano que eu vou aprender na marra.
2017
O ano que eu vou ser feliz na marra.


quarta-feira, março 15, 2017

Das coisas ordinárias

Photo by Peter Marlow/Magnum

Eu tenho pensado tanto na última semana e eu cheguei a tantas conclusões lições importantes que se eu escrevesse tudo o que eu sinto hoje seria melhor escrever um livro ao invés desse post. Então vou aproveitar a inspiração para escrever só uma fração do que eu penso hoje.

A vida segue com seus altos e baixos. E muitas vezes, quando a gente vive coisas extraordinárias, pensamos que é ali que devemos ficar. Eu vivi momentos extraordinários. Mas a vida segue com suas reviravoltas. Não devemos focar no que é passageiro. Devemos dar atenção ao que é fixo em nossas vidas. Aceitar que as circunstâncias ordinárias voltam, e também preenchem nossas vidas. Precisamos dar significado. E acho que isso é tudo por hoje.

quarta-feira, março 08, 2017

Desolação

O dia amanheceu âmbar.
Parecia que tinha começado o inverno ou a guerra.
Dormi mal. Se é que eu posso dizer que tive uma noite de sono.

Aquela sensação de novo.

Um golpe profundo no peito. Uma perda de todo o sentido. Um vazio abissal.
Pensei que não seria mais assim, por já estar tão calejada.
Mas, afinal, era só mais uma trégua.
Não aguento mais tanta trégua na minha vida.

Desolação.
A palavra assola tal como o peso do sentimento.