sábado, julho 09, 2016

Repensando a vida

Julho veio mansinho e de repente deu um chega pra lá. Revirou minha cabeça, me fez pensar, pensar duas vezes, repensar. Após um ano de vida nova, numa cidade nova, a gente volta pra pensar se tudo está ok ou se precisa mudar alguma coisa de novo pra ficar 100%. Mas cem por cento nunca se está, e a roda da vida gira, gira sem parar até entrar nos eixos. Reparei que, mesmo que eu levasse a vida igual, parada, ela iria mudar de qualquer jeito. Porque a vida é mudança. Não, não estou dizendo que as coisas vão mudar agora, e o quê exatamente. Não sei absolutamente de nada. Mas sei que o futuro é em um segundo e que sim, tudo pode mudar sempre. Porque todos os dias a mudança é feita. Mesmo imperceptível, caminhamos pra mudar. Não mudar é morrer todo dia. Quantas escolhas eu já fiz no meio do caminho e quantas coisas eu vou plantar e colher? Sinais, circunstâncias, movimentos. Pensamentos se encaixam na minha mente de forma absurda e até assustadora de tão naturais e óbvios. Várias fichas caindo,  saltitando e eu não sei quais passos tomar. Mas eles serão tomados. Sonho versus destino. Dúvida versus medo. Incertezas. Escolhas. Eu nem sei se tenho escolha. O tempo dirá antes da possibilidade de escolha. O tempo. Mais ninguém dirá isso por mim. 


Lucy: Minha feliz descoberta de maio

sexta-feira, julho 01, 2016

Respiro

Às vezes muita coisa cansa. Muita informação. Muita comida. Muita gente. E nesses momentos de cansaço o andar rápido substitui passos leves. Dia de feira. Cheiro de fruta. Olho no olho. Céu nublado. Por vezes a contemplação é nossa maior amiga. Ela age na solidão alegre, fazendo a gente abrir os olhos da alma e valorizar cada gesto de simplicidade exposto pela natureza em meio ao mundo. É preciso um respiro às vezes. Ir com calma. Deixar o minuto passar singelo. Observar a gente humilde. Observar o tato. Parar um pouco. Ouvir o vento sobre as folhagens. Ouvir seu próprio passo na calçada. Vivenciar o momento sem pensar no amanhã. Como se não houvesse plano nenhum de futuro. Nenhum projeto. Nada. Mesmo que haja. Largar o telefone. Largar a preocupação. Largar o fone de ouvido. Largar os sentimentos ruins. Deixar fluir com o vento.