domingo, maio 24, 2015

Minimalista: não uso, logo não tenho!



Eu poderia dar dicas de como você se livrar das roupas que você não usa, dos livros que você não lê, das tralhas que só acumulam pó. Mas o meu minimalismo já está tomando um espaço além do material, tá virando nóia.

Sobre minimalismo em si existem diversos posts falando sobre o assunto, de como é bom desapegar-se coisas materiais, etc, mas eu acho que o minimalismo é muito particular, ele se apresenta de pessoa para pessoa, como um universo de subjetividade. Eu por exemplo, gosto de ter poucas coisas. Poucas roupas, poucos acessórios. Porque (modo crazy on) me dá uma certa agonia ver um monte de coisas sem uso lá, jogadas no fundo da gaveta. Não curto caos. Não gosto de matéria sem movimento. Não gosto de saber que meu roupeiro contém uma poeira acumulada que eu não posso ver. Não curto a ideia de coisas ali, sem uso, enquanto elas poderiam ter muito mais proveito com outras pessoas. E pode acreditar: não, não é um sentimento altruísta, é um toc mesmo.

Sobre o minimalismo de roupas eu fortemente sugiro a leitura do Un-Fancy, uma blogueira que criou o método "cápsula" e só usa 37 peças no seu armário durante uma estação inteira. Esse é o desafio. Daí ela cria uma série de combinações criativas com as roupas básicas e combináveis que ela tem - e essa é a graça que eu acho da moda, saber combinar. Já escrevi sobre esse blog aqui.

Sobre minimalismo de casa, do cotidiano, eu sugiro a leitura do blog Minimalizo, que é um relato cotidiano da Ludmilla, um olhar bem apurado de como ter uma atitude minimalista nas pequenas coisas.

As premissas que eu uso para ser minimalista:

- Isso é realmente importante pra mim?(Pode ser importante, mas não pra mim)

- Eu vou sentir falta disso no futuro? Vou precisar disso em alguma hora? Se sim, posso recuperar na hora em que eu precisar?

Geralmente a resposta é não e eu sigo minha vida sem aquilo e sem maiores arrependimentos.

Além desse minimalismo todo, o minimalismo digital me fascina. O acúmulo cibernético é um fato  e a gente tem que aprender também a se livrar dessa tralha que aparentemente terá algum valor um dia, mas não. Nem aquele e-book que você acha que vai ler, nem aquele filme que você baixou ano passado pelo torrent. Desliga. não é o teu momento nem vai ser. Eu já não tenho trezentas mil fotos no HD (ok, mentira, essa é uma meta a longo prazo) e no computador mesmo eu não tenho pastas. Não tenho documentos. Está tudo no Drive (sim, eu confio no Google) até porque se eu perder não tem problema, minha vida não costuma ficar dentro de um computador. Informações importantes eu ainda guardo no papel mesmo. #ficaadica

Além disso aquelas mil lists #todo foram-se. Eu não anoto essas listinhas/lembretes em apps porque depender da tecnologia pra tudo acho um pouco demais. Gosto de ter uma cadernetinha na bolsa e, no máximo, anoto lembretes emergenciais no bloco de notas do celular mesmo.

Os favoritos também foram-se. Está tudo lá no Feedly, espero que ele não me abandone nunca, jamais, mas se perder tudo, ok, não vou morrer com isso. A gente aproveita pra reavaliar os sites que ainda estão no ar e que são realmente relevantes nessa altura do campeonato. Meus blogs favoritos estão listados no meu blog, acho sempre aqui. 

Não tenho várias pastas, abas, ícones ou navegadores no meu pc. Meu desktop lógico que também é minimalista, quanto menos coisa melhor. Não tenho um monte  de programas, só o que uso mesmo, nem pacote Office eu tenho mais.

A única coisa que eu ainda não aprendi a ser minimalista é na biblioteca de músicas. MP3 ainda é meu O2 e eu ainda baixo música como se não houvesse amanhã - e como se eu não esquecesse de vários hits que adormecem em algum momento da vida. Mas eu hei de aprender a me desfazer de hits como "Tenho" do Magal, "Barbie Girl" do Aqua ou "Don't Speak" do No Doubt. Ainda consigo.

Sem vídeos também. Uso o mesmo sistema de confiança que eu tenho com o Drive com o Youtube. Salvo os vídeos do coração com um "gostei" e já está de bom tamanho.

Tirando as músicas, hum, não tem mais nada no meu pc. Uma hora ele vai dar pau e eu vou trocá-lo sem maiores ataques de desespero, porque minha biblioteca musical também segue invicta no HD.

Eu amo a praticidade e o conforto emocional que o minimalismo me dá.

Como é a sua relação com a internet?


Você ama a internet. Eu amo a internet. Muitos dos nossos amigos também amam. A gente entra no e-mail pra ver se tem alguma coisa importante, entra no Facebook pra ver se tem alguma notificação ou post interessante, entra nos sites e blogs preferidos, assiste alguns videozinhos no Youtube, lê uns tweets e não deixa de tweetar também, nem que seja pra dar um olar. A gente também aproveita pra dar aquela googlada básica naquela dúvida que surgiu durante o dia e que, claro, senhor Google não vai hesitar em responder. E a gente vai conseguir assim dormir tranquila(o).

Mas sua relação com a Internet é saudável ou é uma relação passional? Você sabe usar a internet? Ué, tem o jeito certo ou errado de usar?

Olha, eu não tenho MBA em internet aplicada, mas eu acho que aprendi durante esses bons anos de convivência como ter uma relação bonita e duradoura sem tanto apego. Mas é um aprendizado constante, ainda mais no meu caso, que trabalho com ela. E ter um relacionamento no trabalho é fogo, cês me entendem, né?

Eu não vou fazer uma lista de mandamentos do usuário, mas queria relatar somente duas experiências muito bacanas com duas ferramentas que eu uso na Internet e definitivamente me ajudaram a ter uma visão mais prática da minha relação com a Internet. São dois sites que me ajudaram a, de certa forma, não me dispersar. Pois eis aí, amigos, o caminho da perdição na Internet: a dispersão.

A Internet nada mais é do que um universo de informações espalhadas sem critério algum. Você mergulha num caminho sem volta. Não há mapa, não há direção. A partir do momento que você clica num link aparentemente despretensioso, você pode parar num site coreano repleto de coisinhas fofas ou num site australiano dando dicas de como administrar seu dinheiro. E você simplesmente não consegue sair dali.

O que você tem que fazer é aquela pergunta clássica do conceito minimalista: "eu realmente preciso estar aqui?", "esse conhecimento vai mudar minha vida?" "eu poderia estar usando meu tempo para algo mais útil?"

De fato, conhecimento parece nunca ser demais. Mas você já se questionou alguma vez que você hoje tem a oportunidade de saber sobre tudo, mas o que realmente é importante que você saiba/veja/conheça?

A pergunta principal talvez seja: quais são as suas prioridades? Você poderia estar se aprimorando num novo idioma, num assunto que tem a ver com a sua carreira profissional, ou com o seu sonho que é viajar para determinado país e você estar montando seu roteiro e se programando financeiramente e estipulando um prazo para realizar esse projeto, enfim, algo que realmente fará diferença na sua vida. Fora da Internet.

E é aí que entram esses dois sites aparentemente simples e que você até deve conhecer. O primeiro é o Feedly, que para mim que sou jornalista me ajuda bastante, principalmente depois que o Google Reader morreu.

Para quem ainda não foi apresentado, ele é o melhor reader que sobreviveu, ou seja, você favorita os sites que você gosta de acompanhar (pode filtrar por categorias como notícias, moda, humor) e ver o que tem de novo todo dia. Ele é um ótimo otimizador de tempo. Você não tem que ficar clicando nos seus sites todo santo dia pra ver se tem algo de novo, quando você descobre no Feedly em dois segundos.

Daí você achou algo super legal que quer muito ler mas aquele não é um bom momento, até porque é textão. Nessa hora que vem o Pocket pra te salvar. Você clica no botão Add-on (estilo Pin do Pinterest) pra arquivar no site e ler depois. No fim do dia você não vai entrar em qualquer lugar. Você vai entrar no Pocket pra ler o que realmente quer/precisa.

Eu não uso mais ferramentas (eu sou minimalista, lembra) e quanto mais aplicativos e sites pra te ajudar a organizar - tem uns zilhões por aí - mais eu acho que vira uma bagunça, um "caos organizador/planejador".

O que queremos hoje da internet

Hoje em dia eu não vivo sem esses dois. São dois agregadores lindos que ajudam muito na curadoria de conteúdo e filtragem do que eu preciso. E a tendência hoje é sem dúvida a seleção de informação.

Para quem trabalha com conteúdo, a premissa básica da vez não é só preparar um bom conteúdo. É preparar conteúdo novo. Eis o desafio: falar sobre algo na internet que ainda ninguém falou - e que tenha procura.

Um site onde eu enxergo uma proposta bem bacana que parece ter visão de futuro é o Medium. Mas o desafio dele é enorme. Até porque à primeira vista ele não agrada ninguém. É um outro agregador que seleciona conteúdo. Ele faz a curadoria do que realmente é bom e disponibiliza, sem muitas ferramentas acessórias. Isso mesmo. É textão e só. Tem uma imagem ali outra aqui, mas não vive disso. O foco é realmente o conteúdo exclusivo e relevante. Mas eu acho que ainda está engatinhando. É difícil segurar uma plataforma que não vive de audiência nem de merchã. Se vive, eu não sei como funciona. Mas se o foco são pessoas que já não querem mais do mesmo, que é a pura informação, mas sim um conteúdo mais específico e aprofundado, tem alguma chance de dar certo. Porque acredito que essa será a vontade, daqui a alguns anos (na verdade a necessidade já existe), da maioria dos usuários que estão na Internet para ler ou aprender coisas novas. Eles vão precisar de foco. 

Mas como eu disse, não basta o texto ser bom. Não vai adiantar nem ele ser fodasticamente bom enquanto ele for repetitivo. Enquanto tiver outro texto tão fodasticamente bom falando sobre a mesma coisa. O conteúdo do futuro vai trazer aprendizado, vai precisar ser um pouco enciclopédico, vai precisar ter uma vibe acadêmica. E ainda sim ser mais simples, mais didático.

E essa é apenas uma perspectiva sobre conteúdo. A relação que temos com o consumo de música, vídeos, também tende a mudar, como já mudou. É só se dar conta de que paramos de baixar música pra viver de Spotify (o que não é o meu caso), quando a maioria dos sites pra "baixar MP3" simplesmente sumiram.

Bom, essas são as minhas suspeitas. Já parou pra pensar no que você espera ou vai esperar da Internet daqui alguns anos? Talvez esse assunto renda mais alguns posts.

Playlist pra segunda nascer feliz


Eu não sou de fazer isso. Procurar ouvir músicas que eu não conheço de artistas que eu não conheço. Só as ouço quando elas vêm até mim, por acaso. Na trilha sonora de um filme ou de um comercial ou da sonoplastia de um programa que estou assistindo. Vou no Shazam na fé e feliz, e acabo conhecendo e encontrando uma nova música pra minha biblioteca. Mas esta semana realizei uma nova experiência, ouvi umas playlists no Spotify e salvei aquelas que meu ouvido curtiu. Mas vou ser bem sincera, de tudo que ouvi, uns 8% me cativou. Ainda tá difícil encontrar música realmente boa no Spotify. Oh! Fato. Sou chata pra cacete.

Mas ó, encontrei várias coisinhas legais não só lá e resolvi colocar aqui uma sugestão de playlist bem animada pra quem não tá muito disposta pra começar a semana. E, com licença, mas eu vou começar a listinha com a melhor descoberta dos últimos tempos - não só minha, mas com certeza a de muita gente ultimamente, já que a banda se apresentou por aqui recentemente e rolou muito burburinho na web. A deliciosa Jungle! Vem dançar, vem!

Busy Earnin - Jungle





Geronimo - Sheppard



On & Off - Findlay



Paper Heart- AVAN LAVA



Bout You - Rainy Milo



Leve - Mahmundi



Time - Jungle



Eletric Bones - Findlay



Hold Back The River - James Bay



LSD - A$AP


quinta-feira, maio 21, 2015

La La La - Um Mágico de Oz Boliviano?


Mais um videoclipe que merece a atenção dos que gostam de absorver todo o sentido de uma música. Esse é mais um daqueles estranhos num primeiro momento e por isso mesmo nos instigam por querer encontrar um significado, mesmo que sejam vários deles.

quarta-feira, maio 13, 2015

Da série diquinhas pra vida


Alô você meu amigo que vive no mesmo mundo que o meu, trabalha duro e vive cercado de contas pra pagar. Nós sabemos que o "sistema" não é fácil, por isso pra sobreviver nessa terra capitalista precisamos ter os olhos bem abertos e  os ouvidos apurados. É desejável ter voz, também.

Neste episódio da série "diquinhas pra vida" eu vim falar de banco. É, esse querido sistema que acomoda nosso dinheirinho todo o mês, mas que avacalha com a gente na burocracia, nas taxas, nas filas, na porta giratória e no atendimento. Eu não sei qual é o seu banco, mas o meu banco também avacalha, e muito, na falta de comunicação.

O problema é que o meu banco só me avisa o que a eles convêm. Eles me avisam todas as vantagens que eu tenho como cliente, todos os pacotes de benefícios, etc, mas não avisam quando eu "migro" de categoria. "Parabéns! Agora você é cliente vip!"

E quem disse que eu quero ser vip? Eu sou meio besta, mas eu sei muito bem que cliente vip paga mais por serviços vip. Eu não fui avisada que minha conta seria migrada pra eu pagar mais por ela. Eu deveria estar feliz por isso? Eu não sou obrigada e nem estou disposta. Agradecida.

Relutei tanto pra baixar a tarifa mensal da minha conta - que há anos ignorei. Um dia, me dei conta (conta, tun-dunts) que a taxa tava meio absurdinha. A gente só percebe quando o dinheiro faz falta no bolso, não é mesmo? Aí eu comecei a refletir. Poxa, eu não tenho cartão internacional, não tenho talão de cheque, não faço nada além de sacar dinheiro aqui, por que eles tão me cobrando esse valor? Tcharam, fui pesquisar. Haviam vários valores de taxa. E a minha, claro, deveria ser a mínima. Mas o banco não dá a mínima (tun dun tsssss) e coloca o valor alto, mesmo. Quais são os valores da empresa?

"Vamos cobrar isso. Se o cliente não reparar, segue desse jeito que a gente ganha mais"

Avisar pra quê, não é mesmo? O cliente não tá reclamando. Tá certinho, banco que capricha na propaganda da tv. Fui reclamar e, em dois minutinhos, taxa tava alterada. Comecei a pagar menos que a metade do que eu pagava. Pelo menos meus gerentes são ágeis.

Só que quando minha conta foi migrada - sem me avisarem - descobri pelo meu ex-futuro-gerente-vip que eu poderia, inclusive, não pagar nada, porque tenho saldo x na poupança. E a partir daquele valor x, eu era isenta da tarifa da minha conta. U-huuuu!

O meu banco avisa isso por cartinha junto com a tarifa do meu cartão? Avisa através dos seus sms semanais? Avisa pelo site do banco?! Nãão! Eles não avisam de jeito nenhum! Você tem duas opções: ou vasculhar os segredos da terra, do Universo e tudo mais (de repente entrando até no submundo da web) ou ter gerentes muito legais pra te dar um toque - isso depois de você ter feito um questionário de perguntas, claro.

Por isso você, amiguinho, que me lê, independentemente do seu banco, fique esperto! Leia as letrinhas minúsculas dos contratos, entre no site do seu banco, seja amigo dos gerentes, questione tudo o que você paga, peça a nota fiscal. É muito pouco o dinheiro que a gente recebe naquela singela continha, mas é muito o que eles retiram sem a gente perceber. 

sábado, maio 02, 2015

Cheiro de Tinta


Alô você que caiu de pára-quedas em mais um blog qualquer, deixa eu te situar: esse post aqui é sobre loucuras. Quem não tem as suas? Eu inclusive tenho muito orgulho das minhas, porque sempre remetem a sensações. Eu não lembro de todas agora, mas lembro das principais e vou atualizando quando redescobrir outras. É através das loucuras que a gente conhece melhor uma pessoa, né? Então nada desses x fatos sobre mim. Vamos lá pra mais uma daquelas listinhas adoráveis e essa muito mais esquisita:

Eu gosto de cheiro de tinta

Cheiro de tinta. Eu sou muito incompreendida nesse quesito. Toda vez que eu passo por um local com aquele cheiro de tinta fresca eu me sinto feliz fico extasiada. Reparem: a pessoa não gosta simplesmente. Ela tem um súbito de emoção ao sentir aquele cheiro forte que a maioria repele; com cheiro de verniz é assim também. E eu tenho uma explicação que não é científica, mas psicológica. Quando eu era pequena, minha família renovava a pintura das paredes e passava verniz nos móveis perto do Natal. Eu provavelmente devo associar até hoje, lá no meu inconsciente (ou sub, sei lá) o cheiro desses produtos à época mas feliz do ano pra mim.

Eu gosto de barulho do ventilador

Também deve ter um fundamento histórico-psicológico. Eu amo o  fim do ano e tudo que vem junto com ele, incluindo Natal, verão e barulho de ventilador. O barulho do motorzinho me dá uma sensação de liberdade, da quentura gostosa que vem das noites arejadas de verão, do vento noroeste. É só isso e é simplesmente muito doido.

Eu não gosto de açaí

Agora eu exagerei. Detestar algo que todo mundo venera. Como assim você não gosta de açaí? Mas açaí é divino, é saudável, é saboroso, geladinho, etc, etc, etc. Não. Na primeira colherada qualquer vestígio de fome morre. Não dá pra prosseguir com algo tão enjoativo e sem graça. Sem vontade de viver. Ora, se o mundo permite que eu coma pizza, sorvete, chocolate e afins, porque eu vou tomar justamente açaí? A vida é muito curta pra tomar açaí.

Eu vejo bolinhas amarelas quando fecho os olhos

Vou tentar explicar como são as bolinhas que eu vejo. Eu fecho os olhos. Fica tudo preto, certo? Mas a gente não vê. Só tá escuro, a gente não tá olhando pra nada. Mas você já experimentou "olhar" com os olhos fechados, virando os olhos pra um lado, por exemplo? Então. Eu vejo essa bolinhas quando eu tô "olhando" pro nada, com meus olhos fechados. É como se lá, no fundo (que fundo?) surgissem milhares de bolinhas amareladas extremamente minúsculas, caminhando, em fileiras, certamente pro nada também. É isso. Não sei descrever melhor essa minha loucura-mor.

Gosto do barulho do sapato na rua pedregosa

Ok, cheguei num nível que você já deve estar com medo. Eu mesma me pego achando essa minha mania super curiosa. Não é uma mania na verdade, porque eu não procuro sair na rua pra fazer isso. Mas quando isso acontece, e não é lá muito frequente, eu até tiro o fone do ouvido se eu estiver escutando música. É simples. É quando estiou e a calçada ainda está molhada da chuva e tem um pouco de terra e algumas pedrinhas na calçada, provenientes de obra ou ventania. E seu sapato/bota vai lá e pisa. E a rua tá vazia e você só escuta isso. Aquele som é inigualável. Sei lá, parece que você está dentro de uma série dramática na qual você é o protagonista pensativo, pensando qual melhor rumo da vida tomar. Se tocar Beatles ao fundo, numa casinha por perto, é melhor ainda, vai por mim. Melhor-viagem-na-maionese-da-vida.

As valsas da vida



Eu não fui criada como uma princesa. Mas eu mesma me criei assim. Ouvia musiquinha clássica, lia contos de fada, colocava os vestidinhos pomposos nas bonecas, sonhava alto. Até hoje sonho em conhecer castelos. De verdadinha. Escrevi uma história de princesa. Escrevi mesmo. Essa história só podia terminar mal, já que, embutida ali estava a minha doce ingenuidade de acreditar haver um príncipe na vida real. Não bem acreditar nessa patética sentença, mas encontrar lá no fundinho do peito aquela crença de que existe alguém no mundo que vai fazer parte da minha vidinha, assim, por muito tempo, e de repente, até o fim dela.

Então #somostodasprincesas? Não sei, só sei que não tô mais procurando um homem perfeito (é, eu procurava), porque eu não sou perfeita (que grande descoberta). Porque, pasme, quase senhoras como eu dizem não acreditar num príncipe, mas ainda o procuram. Jovens e maduras mulheres buscam o rosto perfeito, o corpo sem pança, a cabeça com muito cabelo, o tórax liso, os dentes brancos e alinhados, o português correto, a conta bancária bem preenchida, o não-fumante, o apaixonado, o não-meloso, o inteligente que sabe-de-tudo-um-pouco, o cara de atitude que resolve as paradas, o bom de cama, o homem que entende a mulher e sabe o que ela quer, o homem fiel. De preferência que torça para o mesmo time. Que tenha um trabalho ok, não tenha que viajar. Que tenha amigos legais mas não fique saindo toda hora com eles. Que curta o mesmo tipo de música. Ah, e nos dias de hoje, que saiba cozinhar. Que não tenha um temperamento forte. Mas que não seja tranquilão demais. Que seja tudo no ponto certo. Porque, quanto menos entrave, melhor. Pra vida ficar um pouco mais fácil.

Mas dessa lista aí eu quase não assinalo mais a maioria dos requisitos. Porque ninguém disse que ia ser fácil mesmo. Tem que ter só três coisinhas que eu descobri: caráter + afinidade + química. Pronto. Se o cara é gente boa, se dá pra conversar sem se desentender tanto (o que inclui ter planos de vida afins) e ainda rolar atração física, tá tudo certo. Porque nesses três itens todo o resto se embute. O que faltar, se ajeita. Porque né, o que faltar, a princesa aqui que não é nenhuma princesa (inúmeros quesitos me faltariam se caras fizessem listinhas), também vai ter que fazer por merecer na relação, que não precisa ser um conto de fadas, mas VAI QUE rola o tal final feliz. Final feliz esse que vem com um monte de perrengue e chateação, porque plebeia e plebeu (nem príncipe nem sapo, porque eu também não sou obrigada) têm que trabalhar, oras, inclusive na relação. Relação esta que é feita de duas pessoas que precisam se esforçar para dar certo. De forma igual. Sem fantasia. Simples assim.

sexta-feira, maio 01, 2015

Como não deixar a peteca cair

Toda a conquista começa com a decisão de tentar
Eu queria que isso fosse mesmo um tutorial, mas é só mais uma reflexão. Às vezes não adianta, a vida fica uma barra por mais que você se esforce para ter dias alegres. Sua vida pausa por mais que você tente sair do lugar. Você tenta mudar o seu humor. Mudar suas atitudes. E é aí que ela começa a desempacar. Acontece que ela não desliza, ela engatinha, mesmo. Todo recomeço é um processo de extrema paciência. 

Toda nova tentativa exige força para subir degraus bem mais altos, como se fosse entrar na academia, mesmo. Começar é sempre mais difícil, e ver qualquer resultado demanda de um tempo longo de contínuo sacrifício. É se esforçar um pouquinho a cada dia. Todo o dia. Isso é não deixar a peteca cair. Por mais que o exercício seja repetitivo ou a carga aumente. É o tal do #focoforçaefé, não tem outro jeito.

Claro que bate um desânimo. Sempre existem circunstâncias externas que parecem induzir a gente à desistência. “Não adianta, sua boba, tudo vai continuar igual”. Essa vozinha chata que nos aperreia não pode nos influenciar. A corda sempre vai puxar de um lado. Por isso que, além de alerta, é preciso redobrar os esforços nessas horas. Você se sente sozinha, cansada, descontente. Mas lembra, é um processo! Se você tem uma meta lá na frente e tá correndo atrás disso, é assim mesmo que funciona. Só você pode se incentivar. Assistir um vídeo estimulante, ler frases de incentivo, de superação, criar esse hábito de autoajuda mesmo. Ouça músicas alegres, com letras igualmente motivadoras. Aproveite todo esse conteúdo positivo que é acessível na internet. Ele é ótimo pra quando não tem ninguém do teu lado pra te apoiar. Entra no Pinterest, viaja naquilo tudo que você tá buscando pra si. Faz um ritual tipo #osegredo, sabe. Viaja na maionese. E segue tua luta. Seja estudando, procurando emprego, mudando de cidade. 


Todo ano eu sempre me motivei a alguma coisa diferente, a algum projeto. Só que na maioria das vezes minha motivação era um amor platônico ou uma viagem. Só que eu não me tocava de que nada disso fazia sentido na minha vida. Eu tinha que reavaliar as minhas prioridades, o que eu queria pra já. E o que eu quero pra já? Eu quero construir coisas. Então pra isso só ralando, mesmo. Então, se você quer caminhar rumo aos seus sonhos, projete, construa, porque há sempre muito trabalho da nossa parte para atingirmos todas as nossas almejadas conquistas. Não desanima, bora, olha pra frente!