quarta-feira, dezembro 17, 2014

Quem é Kaczmarski?

Eu não sei nada sobre Martin Felix Kaczmarski. Eu só sei que ele é um garoto que compõe músicas indie. Não gravou um álbum, nem ao menos um EP. No Shazam também não tá. Encontrei no Soundclound e aqui. Ele compôs uma canção e jogou no Youtube. Compôs outra e botou lá. E só essas duas músicas que chegaram em mim não sei por onde são as músicas mais fodásticas desse mundinho indie que ainda sobrevive por aí. Porque meus amigos me entendem quando eu digo: eu não tenho muita paciência com novinho #suzanavieirafeelings

quarta-feira, agosto 20, 2014

Linha de Fogo


experiências ruins podem ter um lado bom e até oportuno. no entanto, tem dias que elas querem te empurrar para baixo. parece haver uma força que te orienta a olhar para o abismo, para o inferno pessoal de cada um. 

acho que essa força existe e pode ser a causa da depressão de muita gente. independente de experiências no passado ou não. sempre há algo ruim, algo triste, algo depressivo dentro de cada um, que não vai embora. só está adormecido.


felizmente existem meios libertadores de se afastar dessa tristeza particular. mas acredito sim que ela seja inerente em cada pessoa, de algum modo natural. só há níveis diferentes. eu descobri com uma música que cabe a cada um decidir se quer estar perto da linha de fogo ou não. enfrentar a dor é necessário, vivê-la, não.

sábado, março 08, 2014

Transporte


Eu andava naquelas ruas vazias, pouco movimentadas, nubladas, com aquela aparência pacata de interior. No entanto a avenida e seu asfalto, os carros, os prédios de três, cinco andares indicavam que não. Eu olhava para os corredores inabitados daqueles prédios e me questionava onde a faísca da alegre vida podia se encontrar. A perspectiva dizia restar só uma balada melancólica daquelas que toca nas rádios populares de vez em quando.

Onde estavam seus moradores? Assistindo ao programa de tv vespertino, cuidando da casa, confinados num quarto, indo ao médico, supermercado, trabalhando, visitando algum parente doente, dormindo, esperando alguém chegar? Esperando a vida passar?

Eu me vi naquela menina de uns treze anos saindo de um prédio com a mãe e a avó. Eu observei a menina ruiva de expressão doce e tranquila com a senhora carrancuda indo para algum lugar. O casal de senhores com expressão preocupada no ponto de ônibus.

Enquanto andava, eu assistia aquela tarde como se não estivesse lá. Sim, eu estava realmente longe, não sei onde exatamente. Mas eu observava aquele momento que não haveria mais igual. Despedia-me dele indo ao encontro de outros. Esperando mais essa fase passar.